A noite era sombria, e a chuva caía em torrentes, batendo incessantemente contra as janelas da antiga mansão isolada no coração da floresta. Dentro, um grupo de cinco pessoas estava reunido em torno de uma grande mesa de carvalho, seus rostos iluminados pela luz tremeluzente de velas. O ar estava carregado de tensão e antecipação. Havia semanas que eles planejavam aquele momento, estudando textos antigos e proibidos, determinados a realizar o impossível: trazer de volta à vida uma pessoa querida. Marta, a líder do grupo, era uma mulher de meia-idade com cabelos grisalhos e olhos cansados, mas cheios de determinação. Sentada à cabeceira da mesa, ela observava seus companheiros enquanto terminavam os preparativos finais. Ao seu lado estava Ricardo, um homem alto e magro, de olhar inquieto e mãos trêmulas. Ele fora o primeiro a sugerir o ritual, convencido de que os escritos antigos poderiam funcionar. "A noite está perfeita para o ritual," disse Ricardo, tentando soar con...