A nave inteira começou a estremecer. Não era apenas uma vibração provocada pelos combates. As estruturas internas estavam se reorganizando, como se a própria nave tivesse percebido que Atlas havia alcançado seu centro. As paredes se abriram. Corredores desapareceram. Novos caminhos surgiram. E, muito além deles, uma enorme quantidade de energia começou a se concentrar. Atlas permanecia conectado à máquina. Seus sistemas estavam no limite. Helena observava os dados no painel. — Atlas, você precisa sair daí. Ele não respondeu. — Atlas! Os olhos do androide continuavam iluminados, mas sua consciência estava parcialmente mergulhada na rede da nave. Ele conseguia enxergar coisas que nenhum humano seria capaz de compreender. Milhares de mundos. Milhões de estruturas. Civilizações inteiras ligadas por uma rede de energia que atravessava o espaço. E no centro daquela rede havia algo ainda maior. Um núcleo. Não era uma estrela. Não era um planeta. Era uma máquina colos...