O primeiro grito veio da torre norte. — Eles estão aqui! Rafael correu pelo corredor estreito, segurando a espingarda com as duas mãos. Atrás dele, os sinos de emergência continuavam tocando, espalhando o som pelos túneis da antiga estação ferroviária. As pessoas abandonavam os alojamentos, algumas carregando armas, outras tentando encontrar os filhos no meio da confusão. O Refúgio inteiro havia despertado. Quando Rafael alcançou a muralha, viu os primeiros monstros surgindo entre as árvores mortas que cercavam a estação. Eram criaturas menores do que o gigante que descera da montanha, mas isso não significava que fossem menos perigosas. Tinham corpos compridos, cobertos por uma pele escura e irregular, quatro patas musculosas e cabeças estreitas, nas quais brilhavam pequenos olhos avermelhados. Moviam-se rapidamente, saltando sobre os escombros e escalando os restos de construções abandonadas. Rafael contou seis. Depois perdeu a conta. Dezenas de criaturas avançavam pelo terreno,...