O feixe disparado por Vark atravessou o espaço como uma lâmina de luz negra. Por onde passava, as estrelas pareciam desaparecer. Não eram destruídas. Simplesmente deixavam de existir. Primeiro desapareceu um pequeno asteroide. Depois uma nave rebelde. Em seguida, uma lua inteira. Os sensores das frotas começaram a enlouquecer. — O que está acontecendo? — perguntou Kael. Seu oficial de navegação olhou para os painéis. — Não consigo determinar a posição da lua. — Ela foi destruída? — Não. — Então onde está? O oficial ficou pálido. — Em lugar nenhum. Kael levantou-se. — Explique. — Os sensores dizem que ela nunca existiu. Um silêncio tomou a ponte. Kael olhou para o espaço. Então percebeu uma pequena distorção. Uma espécie de rachadura apareceu entre as estrelas. Depois outra. E outra. Em poucos segundos, dezenas de fendas surgiram ao redor da frota. Dentro delas havia imagens. Planetas. Cidades. Sistemas inteiros. Mas todos pareciam distorcidos. Como se fossem reflexos vistos atrav...