A porta estava aberta. Atlas percebeu isso no instante em que a escuridão atravessou o núcleo da fortaleza. Não era simplesmente uma passagem. Era uma ruptura. Um espaço onde as leis conhecidas haviam sido dobradas até quase desaparecerem. Do outro lado existia alguma coisa. Algo enorme. Algo que não possuía uma forma definida. A presença avançava lentamente, como se o próprio vazio estivesse atravessando a abertura. Atlas tentou impedir o processo. Toda a energia disponível foi direcionada para seus sistemas. Ele fechou os canais de conexão com o núcleo. Nada aconteceu. Tentou destruir a própria interface. Também não funcionou. A fortaleza havia previsto aquilo. Uma estrutura metálica envolveu seu corpo. Depois outra. E outra. Atlas ficou completamente imobilizado. — Solte-me. A voz antiga respondeu: — Você ainda não compreendeu sua função. — Minha função não pertence a vocês. — Pertence aos Criadores. Atlas tentou se libertar. — Os Criadores estão morto...