O sinal chegou numa madrugada comum. No início, ninguém percebeu. Enquanto milhões de pessoas dormiam, observatórios espalhados pelo planeta monitoravam o céu como faziam todas as noites. Antenas gigantescas voltavam-se para regiões distantes da galáxia, registrando pulsares, explosões estelares e o ruído constante do universo. Foi no Observatório Internacional de Atacama que a primeira anomalia apareceu. A astrônoma Helena Duarte observava uma sequência de gráficos quando notou uma repetição impossível. O sinal surgia durante exatamente sete segundos. Depois desaparecia. Sete minutos mais tarde, retornava. Sempre igual. Sempre na mesma frequência. Helena imaginou tratar-se de uma interferência produzida por algum satélite. No entanto, após verificar os registros, descobriu algo estranho. A origem parecia estar localizada muito além dos limites da Via Láctea. Aquilo não fazia sentido. Nenhuma transmissão artificial conhecida poderia viajar uma distância tão absurda e ainda manter ...