Orion permaneceu imóvel no interior do núcleo. Ao seu redor, milhões de pontos azuis flutuavam como estrelas presas em um oceano invisível. Cada ponto parecia carregar uma memória. Algumas eram breves: uma criança correndo por uma cidade antiga, uma nave atravessando uma nebulosa, uma família observando o nascimento de uma estrela. Outras eram terríveis. Guerras. Planetas destruídos. Cidades consumidas por explosões azuis. E, acima de tudo, uma presença. A mesma presença que havia falado com ele. — Aquele que dormiu antes do primeiro amanhecer. Orion tentou responder, mas sua voz não saiu. A estrutura gigantesca abaixo dele abriu lentamente os olhos. Não eram olhos como os de uma criatura. Eram dois continentes inteiros de energia. O núcleo secundário estava despertando. Orion sentiu uma força puxá-lo para baixo. Então viu uma imagem. Um grupo de seres caminhava por uma planície azul. Eram diferentes dos humanos. Altos, extremamente pálidos, com estruturas cristalinas crescendo d...