O som que vinha das profundezas da passagem subterrânea fez o chão tremer sob os pés de Rafael. Ele apertou o dispositivo metálico contra o peito e olhou para Samuel, que corria à sua frente. O homem parecia conhecer cada curva daquele túnel, desviando de canos caídos e saltando sobre poças profundas sem hesitar. — O que está acordando lá embaixo? — gritou Rafael. — Não sei! — Você está mentindo! Samuel não respondeu. Atrás deles, os passos da figura mascarada continuavam descendo a escadaria. Não eram rápidos, mas havia algo perturbador naquela perseguição. A criatura não demonstrava pressa. Parecia saber que, mais cedo ou mais tarde, alcançaria os fugitivos. Lívia segurava Davi pelo braço, ajudando-o a atravessar o corredor alagado. O menino estava exausto, mas continuava correndo. — Tem uma porta aqui! — gritou Samuel. Ele apontou para uma abertura na parede, parcialmente escondida por uma cortina de raízes. Rafael chegou primeiro e empurrou a estrutura enferrujada. A porta se ...