O laboratório subterrâneo permanecia isolado do restante da instalação por sucessivas camadas de segurança. Atrás do vidro reforçado, o artefato alienígena continuava suspenso em silêncio, emitindo pulsos luminosos que pareciam acompanhar um ritmo impossível de medir. Nenhum equipamento humano conseguia determinar se aqueles sinais eram apenas uma consequência de seu funcionamento ou alguma forma de comunicação. Atlas observava a arma havia quase três horas. Nenhum de seus sistemas indicava fadiga. Mesmo assim, permanecia imóvel. Os registros das últimas semanas voltavam continuamente à sua memória. A cidade subterrânea. A inteligência ancestral que o reconhecera. O general alienígena. As palavras sobre sua verdadeira origem. E, agora, a decisão que precisava tomar. Desde sua ativação, todas as suas ações haviam seguido um princípio simples. Proteger a humanidade. Entretanto, nunca lhe ensinaram o que fazer quando os próprios humanos escolhessem um caminho capaz de ameaçar seu fut...