O primeiro sinal foi tão discreto que ninguém lhe deu importância. Em uma planície próxima às antigas ruínas de Éterion, um grupo de soldados de Solaris escoltava pesquisadores encarregados de recuperar equipamentos científicos abandonados durante a Tempestade Vermelha. A chuva energética havia diminuído, mas pequenas partículas rubras ainda flutuavam no ar como brasas carregadas pelo vento. O comandante da escolta observava constantemente os sensores. Nada. Nem criaturas do portal. Nem soldados noxianos. Nem monstros transformados pela tempestade. Mesmo assim, um estranho desconforto tomava conta de todos. Era como a sensação de estar sendo observado. Um dos pesquisadores ajoelhou-se para recolher um pequeno cristal azul que brotava do solo. Assim que seus dedos tocaram o cristal, uma vibração percorreu toda a planície. Muito leve. Quase imperceptível. O cientista levantou a cabeça. — Vocês sentiram? Antes que alguém respondesse, as raízes de uma árvore próxima moveram-se lentam...