O silêncio que tomou conta da órbita de Éterion era mais assustador do que qualquer batalha. Centenas de cruzadores Solaris e Noxianos permaneciam imóveis entre campos de destroços, enquanto a gigantesca nave-colmeia continuava atravessando a fenda aberta no espaço. Ninguém disparava. Ninguém respirava com tranquilidade. A estrutura parecia crescer sem parar. Cada novo segmento que surgia fazia os sensores recalcularem suas dimensões. Fracassavam todas as vezes. A nave não obedecia à geometria conhecida. Partes dela pareciam existir em lugares diferentes ao mesmo tempo. Em alguns monitores ela possuía quarenta quilômetros. Em outros, centenas. Em alguns instantes, simplesmente desaparecia. Depois voltava a existir. Os cientistas Solaris chamavam aquilo de impossibilidade física. Os sobreviventes nativos apenas abaixavam a cabeça. Eles já esperavam por aquilo. Na gigantesca câmara subterrânea, o coração de Éterion batia com força crescente. Tum. Tum. Tum. Cada pulsação fazia as es...