A Lua parecia diferente naquela noite. Do espaço, sua superfície continuava silenciosa, coberta por crateras e montanhas sem vida. Mas, sob quilômetros de rocha, a antiga instalação dos Criadores havia despertado completamente. Luzes percorriam os corredores abandonados. Estruturas que permaneceram adormecidas durante milhares de anos começaram a funcionar. E, muito acima delas, dezenas de naves humanas e alienígenas posicionavam-se para enfrentar a frota dos Devoradores. Atlas observava os monitores da nave principal. Sua consciência ainda apresentava falhas. Depois da batalha contra o vírus, algumas memórias haviam desaparecido temporariamente. Outras voltavam em fragmentos, como imagens de um sonho. Helena estava ao seu lado. — Como está? Atlas demorou alguns segundos. — Funcional. Ela suspirou. — Não perguntei isso. Atlas olhou para ela. — Algumas lembranças continuam incompletas. — Você sabe quem é? Ele ficou em silêncio. — Sei quem quero ser. Helena sorriu...