A Terra continuava atravessando o portal. Vista do espaço, parecia pequena demais para carregar o destino de bilhões de vidas. Oceanos brilhavam sob a luz distante do Sol. Continentes inteiros estavam cobertos por tempestades. Milhares de naves da aliança acompanhavam o planeta, tentando permanecer próximas enquanto a força do portal distorcia tudo ao redor. Dentro da nave inimiga, Atlas permanecia conectado ao núcleo. Seu corpo estava imóvel. Sua consciência, porém, estava em outro lugar. Ele enxergava a Terra. Enxergava as cidades. Os abrigos subterrâneos. Os hospitais. As bases militares. Os androides protegendo civis. Os soldados humanos olhando para o céu. E também enxergava algo além do planeta. Uma gigantesca estrutura aparecia na escuridão do outro lado do portal. A Primeira Máquina. Ela não possuía uma forma definida. Parecia uma cidade do tamanho de um sistema solar, formada por milhões de estruturas metálicas, anéis gravitacionais e regiões de energia escura. Ao redor d...