A guerra por Éterion já consumia sistemas inteiros. As rotas comerciais próximas haviam sido abandonadas. Colônias periféricas sofriam racionamentos severos enquanto Solaris despejava recursos absurdos na campanha militar. A cada dia, mais soldados desapareciam nas superfícies deformadas do planeta. Mais naves eram engolidas pelas tempestades da nebulosa. E mesmo assim, ninguém falava em retirada. Porque o Nóvium mudara tudo. Governos inteiros passaram a acreditar que controlar Éterion significava controlar o futuro da humanidade. No coração do Império Solaris, a capital imperial Aurelis brilhava como uma estrela artificial no vazio espacial. A cidade orbital cercava parcialmente o sol dourado do sistema central, formada por quilômetros de torres metálicas, jardins suspensos e plataformas gravitacionais que atravessavam o espaço como pontes luminosas. Mas por trás da beleza monumental existia medo. Os relatórios vindos de Éterion pioravam diariamente. As perdas militares aumentav...