A nave inimiga começou a se desfazer. Não houve uma explosão imediata. Primeiro, os enormes anéis externos perderam estabilidade. Estruturas que pareciam impossíveis de destruir começaram a se separar, lentamente, como continentes arrancados de um planeta. No centro da nave, Atlas permanecia conectado à Primeira Máquina. Sua consciência estava presa entre dois lugares. De um lado, existia a Terra. Do outro, a gigantesca estrutura que havia criado tecnologias capazes de atravessar sistemas inteiros. E, atrás de tudo, permanecia aquela voz humana. Uma voz que não deveria existir. — Você demorou demais para voltar. Atlas tentou identificar a origem. Nada. Nenhuma assinatura biológica. Nenhum sinal conhecido. Nenhuma frequência que correspondesse aos arquivos humanos. A voz voltou. — Você não se lembra de mim. Atlas respondeu: — Quem é você? Silêncio. Então uma imagem apareceu. Uma mulher. Ela estava diante de uma bancada tecnológica. Atlas reconheceu o laboratór...