O céu de Éterion deixara de ser um céu. As nuvens eram arrancadas em espirais gigantescas, subindo para a enorme ruptura dimensional que continuava crescendo acima do planeta. Fragmentos de gelo, poeira e até pequenas massas de água eram puxados para o espaço, formando um anel irregular ao redor da abertura. As frotas combinadas de Solaris e Nox já não possuíam qualquer formação organizada. A única prioridade era sobreviver. Cruzadores disparavam continuamente contra as criaturas vindas do outro lado do Caminho. Algumas caíam. Outras simplesmente absorviam a energia dos disparos. Outras ainda pareciam aprender durante o combate. Cada minuto tornava os monstros mais perigosos. Na Lua Negra, Selene Voss analisava desesperadamente os registros recém-despertos dos antigos sistemas. Os computadores alienígenas finalmente haviam traduzido parte de um arquivo muito mais antigo do que qualquer outro encontrado até então. As inscrições apareciam lentamente. Como se a própria máquina decid...