Supermercado dos mortos

 


Fonte da imagem: maringapost.com.br

  Meu nome é João Rirato, eu sei o meu sobrenome é muito incomum, isso me incomodava até certo ponto da minha vida que seria este dia, que todas as minhas reclamações do passado, parecem besteiras comparado com que o que estava por vim, eu usava roupas comuns tenho cabelo curto e preto, sou caucasiano branco.
  Tudo começou quando eu acordei, fui ver a minha geladeira, não tinha nada, sabia que eu tinha quer ir para o supermercado, estava cansado, fiquei tentando me animar, mas depois de um tempinho, peguei a chave no carro, e fui para o supermercado.
  Quando cheguei peguei o carrinho de compras, estava indo tudo até uma pessoa correndo bate no meu carrinho e continua em frente, reclamei só que claramente a pessoa não me escutava, depois de ver que não adiantava nada ficar irritado, continuei com a minha vida, cheguei no caixa, fiz paguei as coisas fui direto para a saída.
  Quando estava quase uma pessoa, que estava na minha frente, levou um tiro na cabeça, fiquei parado sem reação, uma mulher linda, loira, olhos azuis, cabelo cumprido, estava usando terno feminino, vi que ela estava indo em direção à saída.
  - Cuidado - Falei isso segurando no braço dela e apontando para o homem.
  Duas mulheres tinham passado por mim, as duas saíram da loja, as duas levaram um tiro nas cabeças, a mulher notou que aconteceu imediatamente se afastou.
  - Muito obrigada - disse a mulher, mas notei que o sotaque dela era diferente.
  - De onde você é notou pelo seu sotaque que você não é daqui.
  - Eu sou da Califórnia dos Estados Unidos.
  - Bem vindo ao Brasil.
  Pessoas começaram a notar os corpos nos chão, as pessoas começaram a entrar em pânico, tinha pessoas tentando sair pelo outro lado, mas acontecia a mesma coisa todos que saiam levavam um tiro na cabeça.
  - Você sabe o que está acontecendo? - disse a mulher.
  - Eu faço não faço a menos ideia do que está acontecendo, eu vou chamar a policia.
  Pego o meu celular, tento ligar para a policia, mas nenhuma ligação estava dando certo, tentei ligar, para outra pessoa, mas nada estava dando certo, não tinha ideia do que está havendo.
  - Posso ligar do seu telefone - disse isso para ela.
  - Claro.
  Ela me entrega o celular, dava a mesma coisa, depois que eu notei que seria inútil, desistir então entreguei o telefone para ela, ficava pensando o que devia fazer.
  - Você acha que é um atentado terrorista? - disse a mulher.
  - Não, eu não acho.
  - Por quê?
  - Eles só estão matando quando a gente, saí daqui, fazendo de todos nós reféns, normalmente em ataque terroristas não deixam reféns.
  - Devemos achar uma maneira de contra atacar.

  Ela falou que devemos arranjar uma maneira de contra atacar, concordo com ela, mas tinha um grande problema, isso era um supermercado no Brasil onde não vende nenhum tipo de arma de fogo.
  - Você sabe onde você está certo? - disse isso para ela.
  - O que foi?
  - Eu não sei nos estados unidos vendem armas de fogo nos supermercados, mas aqui no Brasil não vendemos este tipo de armas.
  - O que você sugere ficar aqui e morrer sem fazer nada.
  - Me desculpe, mas quem é você?
  - Eu me chamo Julie.
  - Oi eu sou Rirato - nós apertamos as mãos.
  Uma coisa na minha cabeça era certeza, eles com certeza iriam atacar a gente aqui dentro, não iam ficar esperando a gente sair, por motivos de fome e cede, sendo que nesse lugar, temos uma grande quantidade de bebidas e comidas.
  A pior parte é que ela tem razão alguma coisa. Se ficarmos aqui parado, vamos todos morrer, eu acho que a policia, irá aparecer a qualquer momento, provavelmente resolvera o problema.
  - Não se preocupe a policia, vai resolver isso, alguém vai provavelmente ver os corpos mortos e os chamar de uma área que consiga isso - disse isso para ela.
  - Espero que você esteja certo.
  - Você está errado - disse outra mulher.
  Ela tinha cabelos longos e pretos, usava óculos.
  - Por que você acha isso? - Perguntei para ela.
  - Aquelas duas mulheres praticamente morreram nas mesmas horas claramente estão lidando numa situação, com mais de um atirador, outra coisa para se reparar, é a precisão dos tiros, não estamos falando de qualquer pessoa com uma arma, está fazendo isso, claramente é obra de atiradores profissionais, sabe o motivo que não conseguimos ligar?
  - Não.
  - Eles provavelmente estão utilizando um bloqueador de sinal, afinal esqueça a ideia de alguém do lado de fora, ver o que está acontecendo e chamar por ajuda, ou você acha que eles não bloquearam a rua?!
  - Por que fazer isso com a gente?
  - Isso que é o que me intrigam claramente eles acha que alguém aqui dentro é uma grande ameaça para a sociedade, mas parece que eles não estão sabendo em quem atirar.
  - Então eles acham que todos nós somos um perigo para a sociedade?

- Eu não faço a menor ideia o motivo por que todos nós somos um perigo para a sociedade - disse a mulher.
- Eu acho que é por causa de algum terrorista - disse a Julie.
- Você me dizendo que eles não fazem a menor ideia de quem é o terrorista e resolveram atacar aleatoriamente um local na pequena chance dele estar
Aqui?
- Talvez eles dessem a informação de que ele está aqui, mais só isso, eles devem achar que ele deve está colaborando com alguém.
- Só para eu saber quem é você? Eu sou Rirato. - Disse isso para mulher.
- Meu nome é Roberta.
Uma pessoa que estava perto e ouvindo a conversa, essa pessoa tem cabelo e barba grande e preto, tinha uma camisa de banda. Chegou perto da gente.
- Não importa se é um governo ou o que for, temos que sair daqui - Disse o homem.
- Concordo com você nessa.
- A propósito me chamo Robson.
- Prazer em conhecê-lo.
- Se isso for mesmo coisa do governo, eles só estão dando mais uma maneira deles ferrarem com o povo, a pior parte nem consigo mandar uma mensagem para ninguém.
- Se pelo menos tivéssemos um modo de saber o que acontece lá fora.
- Mas tem um modo dar a gente saber, a TVs daqui dar loja, se tem ruas bloqueadas, por ter alguém falando sobre isso nas noticias - Disse a Roberta.
- Você tem razão vamos ver.
Nós quatro fomos procurar alguma televisão, encontramos uma que estava passando as noticias, estavam dizendo que daqui da onde nós estávamos estava tendo um vazamento de gás.
- QUE MENTIRA! - disse o Robson.
- De uma coisa é fato, eles acham que algum de nós é um perigo para a sociedade? - Eu disse isso.
- Ou todos nós - disse a Roberta.
- O que você quer dizer com isso? - disse a Julie.
- Até termos algum tipo de resposta, a única coisa que a gente pode fazer é especular.
Eu vi um funcionário da loja, com uma cara de preocupado, tinha era um afrodescendente, cabelo curto e preto, ele ficava olhando em direção do banheiro masculino, eu fui até ele.
- O que está havendo? - Eu disse isso para ele.
- É que tem alguém agindo estranho no banheiro.
Como ele parecia dar alguma pista do que estava acontecendo, chamei todos os outros, para ele dizer com mais detalhes, falou que tinha alguém se batendo na porta do banheiro fazendo grunhidos.

  Nós todos estávamos reunidos discutindo a respeito sobre a pessoa do banheiro, será que ele tem alguma coisa haver por que estão bloqueando a gente, naquele lugar.
  - Se eu me lembro de bem quando eu estava fazendo compras um babaca estava correndo e bateu no meu carrinho, se me lembro de bem parece que ele estava indo em direção ao banheiro - Eu disse isso.
  - Ele já devia está em algum tipo de problema - disse a Julie.
  - Vamos verificar você pode chamar dois funcionários.
  - Sim - disse o funcionário.
  - Antes disso quem é você?
  - Meu nome é Lucas.
  O lucas foi chamar mais funcionários para resolver este mistério que estava nas nossas mãos.
  - Antes de ir encontrar com essa pessoa, acho que devíamos está preparados antes que ele ataque alguém - disse o Robson.
  - Boa ideia.
  Eu e o Robson cada um pegamos uma vassoura a Julie pegou um martelo, esperamos os funcionários, quando eles chegaram fomos em direção do banheiro masculino, entrando lá, nós vimos em uns compartimentos do banheiro, um homem estava rosnando e batendo violentamente na porta, por milagre até agora a porta ainda não cedeu.
  - Senhor, você poderia se acalmar? - disse o Lucas.
  Mas ele não estava dando nenhum tipo de resposta.
  - Tive uma ideia eu vou subir na privada no compartimento ao lado, para ver o que diabos está havendo - disse isso para os outros.
  - Boa ideia - disse a Roberta.
  Abri a porta do banheiro, subir na privada, quando vi a pessoa, os olhos estava branco, com a boca cheia de sangue, ele tentou ir para cima de mim, fui para trás cair, quando vi o meu pé estava no compartimento dele, puxei o meu pé, vi pelas as mãos dele, que ele tentou me pegar, me levantei.
  - Não deixem sair.
  - O que foi? - Disse o Robson.
  - Este homem. Acho que ele está infectado por alguma coisa.
  - Por que você diz isso? - disse a Roberta.
  - Eu não sei, ele não parece ser mais humano.
  - Você acha que pode ser algum tipo de infecção?
  - Pode ser, ele parece ter saído de algum filme de terror.
  - Se isso é uma infecção nós temos um problema maior em nossas mãos.
  - Por quê? - Disse o Robson.
  - A grande questão é como se espalha, não podemos confiar inteiramente nos filmes, tipo se não for só a mordida, mas se o sangue dele encostar em você, já passaria a infecção? Esse vírus é espelhado pelo ar, se é um vírus, antes de tudo nós temos que saber como se espalha.

Na minha cabeça estava bem claro que ele era algum tipo de zumbi, mas ela tem um ponto, filmes de zumbis não são documentários, não dar para saber se ele se espalha, pode ser pelo ar, se for assim todos nós iremos nos transformar em zumbis.
O Zumbi arrebenta a porta do banheiro, foi direto em um dos funcionários, outro o empurrou, mas ele mordeu a mão do outro, a Julie foi à direção do Zumbi, Ele foi à direção dela, ela deu um chute na cabeça dele, o fazendo cair no chão, foi em direção a ele, bateu com o martelo na cabeça dele até esmagar.
- Ela é fordona - disse a Roberta.
Os dois funcionários estavam vomitando sangue, eles estavam se transformando.
- Temos que sair daqui o mais rápido possível.
Lucas estava chocado vendo os seus dois colegas de trabalho, segurei no braço dele.
- Você tem que acordar.
- Mas e eles - disse o Lucas.
- É tarde demais para eles, nós temos que sair daqui rápido.
Todos nós sairmos do banheiro, o lucas estava tremendo, ele estavam batendo na porta.
- Fecha essa porta.
Lucas encontrou a chave, fechamos o banheiro.
- Você acha que essa porta vai aguentar eles? - Disse o Lucas.
- Eu não sei.
- Definitivamente uma das maneiras de passar esse vírus é pela mordida - disse a Roberta.
- É eu notei! - Disse o Lucas com raiva.
- E se espalha rápido - disse a Julie.
- Agora eu sei por que o governo está fazendo isso com a gente - disse a Roberta.
- Por quê? - Disse o Robson.
- Aqui não é como nos Estados Unidos, se uma infecção dessas acontece lá tudo depende deles mesmos resolveram, mas se um vírus desses de escala global acontece aqui, os outros países não vão arriscar o nosso governo resolver essa crise, alguém definitivamente iria bombardear a gente, se alguma palavra sobre esse vírus se espalhar pelo mundo, o Brasil vai está sobre ataque.
- Só pode está de brincadeira comigo.
- Se um deles saírem todos que vivem nessa cidade vai morrer.
- Não poder ser.
- Infelizmente essa a realidade da nossa situação.

  Depois de trancar o banheiro nós ficamos de vigília para ver se os zumbis não sairiam do banheiro, nós avisamos as pessoas que estavam indo nessa direção, que tinham duas pessoas muitos doentes, não sei se de fato essas coisas são zumbis, mas com certeza parecem com um.
  Uma coisa que ainda está me perturbando é que o governo sabe sobre esse tipo de vírus e sabe que ele está aqui, o pior se um deles sair daqui, toda a nossa cidade vai ser destruída.
  - Pessoal nós temos pessoas infectadas no banheiro que podem sair a qualquer momento, a atiradores nas portas, mas eles não podem matar nós todos de uma vez, eu digo para nós sairmos todos juntos para assim termos uma chance maior de escapar - falou uma pessoa na multidão.
  Muitas pessoas estavam começando a concordar com ele, não tem jeito deles matarem todos de uma vez, por causa da situação muitos estavam achando que isso era uma boa ideia.
  - É uma ideia idiota - falou a Roberta.
  - Ele tem razão, eles não conseguiriam matar todos de uma sô vez.
  - Você tem razão de uma coisa, se ele sô tem sniperes, muitos vão sair daqui vivos, a grande questão, é que não sabermos se eles têm outros tipos de atiradores.
  - E se você estiver errada?
  - Então provavelmente vou morrer aqui.
  - Vamos você não quer sair?
  - Eu adoraria sair, voltar para a sala de aula, ensinar para os meus alunos mais um pouquinho de historia, mas não sei se isso vai acontecer.
  - Eu tenho uma banda, estamos começando, eu não quero morrer agora, eu ainda quero ir para muitos shows apresentar com a minha banda.
  - Quero que você pense por sô um momento, ao que tudo indica o nosso governo já estava preparado para esse tipo de coisa, você acha que numa situação que eles teriam que matar uma multidão eles sô traiam sniperes, eles com certeza, trariam outras pessoas, estou dizendo ir vai ser uma má ideia.
  Tinha uma multidão nas portas, alguém gritou para correr, estava ocorrendo tiros de sniper, depois claramente dava para ouvir tiros de metralhadoras, estavam atirando em todo mundo, até quando os tiros pararam e sô o que a gente conseguia ver era milhares de corpos mortos espalhados pelo chão.
  Todos estavam chocados, sentamos no chão, não estávamos acreditando que aquilo estava acontecendo.
  - Às vezes eu odeio está certa - disse a Roberta.
  - Ainda bem que a gente não foi correndo com eles - disse o Robson.
  Ela ficou vendo que os tiros eram sempre nas cabeças, ficou pensando em toda a situação, na maneira como a Julie matou o primeiro infectado, tudo ficou claro.
  - Era por isso - disse a Roberta.
  - O quê? - Eu disse isso.
 - Que os tiros sempre são nas cabeças, deve ser a maneira de matar essa coisa, eu acho que a única maneira, isso é bom saber se eles saírem do banhei já saberemos um jeito de matar eles rápido.

  A Roberta estava certa, definitivamente batendo na cabeça é uma maneira mais rápida, mesmo sabendo lidar com uma situação, ainda teríamos que lidar com as pessoas armadas lá fora.
  - Acho que devíamos fazer um bloqueio caso as coisas fujam do controle aqui dentro - disse a Roberta.
  - Ela tem razão.
  Com as prateleiras, nós estávamos fazendo um pequeno bloqueio. O que estava com medo acontece, os zumbis arrebentaram a porta do banheiro, eles estavam avançando nas pessoas, conseguindo morder elas, transformando-as em zumbis, alguns estavam indo na minha direção com a vassoura, eu empurrava ele.
  O Robson ele tinha pegado um tampa grande de lixo e um martelo, ele basicamente batia neles os derrubando, depois batendo com o martelo. A Julie estava chutando eles, dando socos, conseguindo derrubar, depois batendo neles com o martelo. Lucas estava protegendo o bloqueio com o martelo, a Roberta estava terminando ele.
  Quando acabou, todos nós fomos para o bloqueio, nós estávamos lá escondidos da vista deles.
  - Essa seria uma boa hora para o pessoal lá de fora fazer algum barulho - disse o Robson.
  - Eu não acho que nós vamos ter essa sorte.
  - O pessoal lá de fora poderia resolver essa situação? - disse o Lucas.
  - Sim.
  - Entendo... Sabe tem uma maneira de vocês escaparem... Lá no fundo da loja, no armazém tem uma boca do bueiro, vocês poderiam sair pelo esgoto.
  - Como assim vocês e você.
  - Eu vou atrair eles para fora, enquanto vocês vão para a sobrevivência.
  - Eu trabalho aqui vocês são a minha responsabilidade, então eu cuido deles.
  - Obrigado pelo sacrifício, mas antes vamos nos preparar, para nos proteger melhor deles.
  Por sorte estávamos perto de fitas adesivas ficávamos enrolando elas nos nossos braços, então chegou a hora o Lucas saiu do bloqueio, ficou correndo e gritando pela atenção deles, tinha conseguido daí ele correu junto com ele todos os zumbis, quando chegou lá fora houve vários tiros matando todo mundo.
  Tinha ficado alguns esses a gente mesmo se responsabilizou de matar, depois de termos limpado o supermercado de zumbis, fomos até o armazém, encontramos uma boca de bueiro, com a ajuda do Robson, o levantamos, entramos no esgoto, nós fomos à maior distância possível, sairmos e estávamos livres.
  O pesadelo tinha acabado, apesar de esse dia ter chegado ao fim, vai ser um dia que eu nunca mais vou me esquecer.

                                                                   Fim

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