Vocês não são como eu

Fonte da imagem: Saude UMCOMO
Meu nome é Daniel tálius, sou um cidadão brasileiro, ando tralhando como escritor, para um site, que faz web-série para internet, lá trabalho com outras três pessoas.
Dois anos atrás eu estava em um bom relacionamento, eu gostava dela e ela gostava de mim, mas com o passar do tempo, as coisas mudaram, um dia vi ela me traindo com outro homem, acabei com o nosso relacionamento na hora.
Esse termino de namoro foi muito forte para mim, estava perto de pedir para ela se casar comigo, já tinha todo um futuro para a gente na minha cabeça, mas tudo terminou, todo o sonho.
Antes sempre deixava o meu cabelo curto e preto, fazia a barba todos os dias, mas depois desse dia, nunca mais fui num cabeleireiro, nunca fiz a minha barba. Pessoas sempre comentam sobre a minha aparência, simplesmente ignoro o que eles digam.
Uma coisa que eu tenho é uma coisa chamada, síndrome de asperger é uma variante do autismo, eu não sou totalmente autista, mas basicamente eu vivo num mundinho dentro da minha cabeça.
Para tentar entender do que eu estou querendo dizer, quando uma pessoa diz “Vá plantar batata" isso quer dizer para mandar a pessoa sair de perto dela ou dele, mas para mim, entendo essa frase literalmente, ela está realmente me pedindo para plantar batata.
Uma coisa que pode parecer é que eu não tenho nenhum amigo, mas na verdade sempre encontro com os meus amigos no sábado para jogar RPG, medieval calabouços e dragões esse é nome do jogo se for traduzir literalmente para o português.
Uma coisa que eu gosto de fazer é escutar musica direto, estou sempre com os meus fones de ouvidos, claro que quando eu converso com alguém tiro eles. Não sou rude com as pessoas.
Eu gosto muito de imaginar as coisas, gosto de pensar que estou num filme de ação ou terror, antes imaginava que estava é um filme de comedia romântica, mas não costumo pensar mais que estou nesse filme.
Eu gosto de ver filmes, um filme que não sai da minha cabeça é o filme "Once" se você não viu o filme, veja á muito bom e também as musicas que é uma coisa sempre quando tenho vontade eu escuto um spoiler do filme o casal do filme. Não ficam juntos, sinceramente eu gostaria que os dois ficassem juntos.
Uma coisa que também faço sempre quando eu tenho um tempo livre, faço contos vender na internet, sempre coloco historias, que os outros escritores do meu trabalho rejeitaram, por sorte faço uma boa grana com eles.
Outra coisa que também devo dizer que as pessoas com quem eu trabalho não gostam muito de mim, parte da culpa é por causa da síndrome de asperger, vou te explicar as vezes digo uma coisa que para mim foi um elogio, mas como eles tem uma mente diferente da minha, quando falo algo que era para ser um elogio, sem falhar eles entendem como insulto.
A parte mais frustrante disso tudo é que pergunto para eles, o que foi que eu falei de errado, mas eles ficam com raiva, pensando que estou me fazendo de idiota e que eu devia entender.
Sobre a minha síndrome, quando digo para as pessoas que tenho asperger, a cara dela é sempre de duvida, então quando não estou a fim de explicar nada, simplesmente digo que tenho autismo.
Uma coisa que eu faço eu não gosto de dizer para as pessoas que eu tenho isso, um motivo em especial é que eu não gosto das pessoas, me olhando como se eu fosse um coitadinho, isso me deixa com muita raiva.
Agora vamos começar a historia.
Chegando lá, vou direto para a sala dos escritores, chego lá não tinha ninguém, sempre cheguei mais sedo do que os outros, não é um grande mérito já que o meu trabalho é perto de casa.
Fico olhando de um lado para o outro, já que não tem ninguém aqui, vou escrever um conto, coloco uma musica para me colocar do clima do conto como é aventura gosto de colocar um metal.
Enquanto estava trabalhando no meu conto chega a Váilá uma mulher afrodescendente, do grupo ela é a que menos me odeia, por causa sempre quando eu posso faço alguns favores para ela.
- Você está sabendo dos boatos? - Disse a Váilá.
- Que boatos?
- Parece que eles vão contratar outro escritor.
Mais um que provavelmente vai me odiar, por causa de algum mal entendido do que eu falei, espero que eu tenha mais sorte com esse do que com os outros, mais vamos ver.
- Eles vão demitir alguém?
- Pelo que eu sei não - Disse a Váila.
- Vão contratar alguém, preferia que eles aumentassem os nossos salários!
Nós dois damos risadas.
- Você tem razão - disse a Váila.
- Você está sabendo alguma coisa do novato?
- Ou novata.
- Preferia que eles contratassem um homem.
- Mais eles já contrataram um.
- Não estou falando de mim.
- E o Jorge?
- O Jorge, você sabe que ele é gay.
- E?
- Estou querendo um amigo para me ajudar a conhecer garotas, você sabe que o Jorge não vai nos tipos de lugar que eu iria entendo.
- Entendo, eles podem contratar uma mulher.
- Se contratarem uma mulher, ela vai ficar mais no grupo de vocês.
- Nunca se sabe a gente pode não gostar dessa pessoa.
- Sô esperar para ver eu acho.
- Mais um aumente de salário seria bom.
Nós dois damos risada.
Depois de conversamos mais um pouco depois Jorge, um homem de cabelo curto e preto, sô que com uma franja loira. A Tina uma mulher com cabelos longos e pretos, usava óculos.
Os dois sentam na cadeira deles.
- Então sobre o que vai ser o episodio de hoje? - Disse o Jorge.
- Acho que o episodio de hoje deveria ser sobre uma pessoa que está tentando dormir, mas sempre tem algo atrapalhando - disse a Váila.
- Como os episódios antigos do "pica pau"- falei isso para a Váila.
- Sô conseguiu pensar nessa referencia?! - Disse a Tina.
- Sim.
- Bem parecido com isso - disse a Váila.
- Ok, mais o que pode está incomodando ele? - disse o Jorge.
- Não pode ser o pica pau - Eu disse isso.
- Claro que não pode ser pica pau - disse a Tina.
Não é típico de a Tina ela ser tão chata comigo, os três não gostam de mim, muito, mas no trabalho, ela nuca demonstrou desrespeito, acho esse tipo de comportamento estranho.
- Poderia ser alguém tocando musica - disse o Jorge.
- É essa pessoa toca até mais tarde o incomodando - disse a Váila.
- E isso deixa incomodado a ponto de querer matar a pessoa, fica dizendo na própria cabeça o que iria dizer na cara da pessoa, proto para brigar com essa tal pessoa - disse a Tina.
- Então ele vai para o apartamento da pessoa e ver que era uma garota muito linda, então fica parado sem saber o que fazer.
- Ele simplesmente diz "gostei da musica" e vai embora - disse a Váila.
- Gostei da historia o nome pode ser "Uma noite de musica" - disse o Jorge.
- Ok, quem vai escrever a historia de hoje - disse a Váila.
- Eu acho que o Daniel deveria escrever a historia - disse a Tina.
Todos concordaram com ela, então fiquei escrevendo a historia, ante de escrever elas, sempre coloco o meu fone de ouvido, tento colocar uma musica humorada para escrever esse tipo de historia, depois quando terminava lia para eles, o que eles queriam ajeitar, eles mesmos escreviam para ficar um roteiro perfeito para todos.
- Vocês estão sabendo que vão querer contratar um novo roteirista? - Disse o Jorge.
- Estou sabendo - Disse a Tina.
- Espero que seja lá quem for seja um gato.
- Eu também.
- E que goste mais do meu gosto.
- E que goste mais de pessoas como eu.
O assunto deles prolongou.
Depois de um dia inteiro de trabalho, volto andando para a casa, sempre caminhando com os meus fones de ouvidos, olho para o céu fico imaginando vários dragões passando.
Enquanto ando na rua imagino um ladrão vindo, vejo-me pegando a arma dele, a desmonto depois dou um soco nele, como se fosse um daqueles filmes de kung fu, eu sei que se isso acontecer-se de verdade, provavelmente ele me mataria.
Então vou para a minha casa, tenho um saco de pancadas, penso em todas as coisas que me deixaram com raiva, então bato nele, sô paro de bater nele, sô quando estou calmo.
Isso sô acontece porque fico tentando controlar o que eu digo para não magoar os outros, por tendo a não falar todas as coisas que estão na minha cabeça, não isso não é nada bom.
Às vezes acontece uma coisa que eu chamo de episódios, que nada acontece do jeito como planejo isso vai me deixando com raiva e ao mesmo tempo triste, fico numa situação desagradável, fico numa posição fetal, não conseguindo expressar se quer uma palavra, tudo que sai é uma gritaria, nesse estagio não é muito fácil eu me acalmar normalmente, preciso de ajuda, faço de tudo para que um desses episódios, nunca aconteça.
Graças a deus isso não acontece com frequência a ultima vez que isso aconteceu, foi quando vi a minha namorada com outra pessoa, definitivamente não conseguir me controlar nesse dia.
Assisto TV, ate ter vontade de dormir, vou para a minha cama, durmo até ao próximo dia, vou para o escritório então vejo que ninguém estava lá então escrevo um conto.
Então uma mulher entra na sala, cabelo loiro no cabelo até o ombro, olhos azuis. Entra na sala, ela se senta na ponta da mesa, fico sem reação, fico nervoso ao olhar para ela.
Esqueci-me de dizer que enquanto a conquistar as mulheres sou um fracasso, é quase impossível falar com alguém novo, meu corpo fica travado, especialmente se ela é linda, daí fico sem saber o que dizer.
Fiquei olhando para a tela do meu computador, até eu saber o que dizer para ela, espere já sei.
- Oi.
- Oi - disse a mulher.
- Você é nova escritora?
- Sim.
Oh deu sô foi isso que conseguir pensar, não acredito eu sou um porra de um escritor, como eu não consigo escrever uma dialogo na minha mente para falar com ela.
- Você fez algum trabalho antes daqui?
- Eu já escrevi um livro e você?
- Eu fico escrevendo contos para internet.
- Isso dar dinheiro?
- Infelizmente não muito se não eu não estaria trabalhando aqui.
- Você não gosta de trabalhar aqui?
Agora eu gosto.
Nós estávamos conversando, então tinha percebido que eu tinha perguntado o básico.
- Me desculpe eu não me apresentei eu sou Daniel Tálius.
- Eu sou Diana - Ela falou isso e nós apertamos as mãos.
- Seja bem vinda a equipe, os outros já vão vim, eu por enquanto era o único que chegava mais sedo.
- Por que você não chega junto com os seus colegas?
- É por que eu moro aqui perto.
- Quero lhe fazer outra pergunta... Tem alguma coisa de horrível no meu rosto?!
- Não, por quê?
- É que enquanto nós estamos conversando você fica desviando o olhar.
Fiquei travado com essa resposta, essa é uma coisa que normalmente faço, é muito difícil fica olhando para os olhos de uma pessoa, uma coisa bem comum no autismo.
Poderia dizer que é por causa do autismo mais tem uma coisa fico escondendo que tenho asperger essa variante do autismo, por ela ser uma colega de trabalho, não quero que ela me olhe com cara de coitado.
Nunca pensei numa resposta para isso. Realmente não o que responder. ““ Normalmente quando respondo essa digo em forma de cantada tipo” A sua beleza é tão grande, que não sei se tenho o direito de olhar para ela”, mas por ser o primeiro dia dela, não quero que ela tenha uma impressão errada de mim, a pior parte tenho que falar alguma coisa.
- Eh...
A Váila entra na sala, finalmente salvo pelo gongo, ela entra na sala e fala com a Diana, por sorte ela se esqueceu de fazer a pergunta de novo por que eu desvio o olhar.
Os outros chegam e o trabalho começa depois eles ficam conversando entre se, tentei falar quase nada, para não cometer nenhum erro, algo que possa irritar a Diana, então toda vez que devo falar alguma coisa, fico pensando nela, para saber se ninguém vai ficar ofendido, então acabou o tempo do trabalho, estamos indo para a casa a Diana.
- Oi - Disse a Diana.
- Oi.
- Teve algum problema, vi que você quase não falou nada.
- Não, não, nenhum problema, sempre fui assim de falar quase nada, eu que para compensa pelo que eu não falo eu escrevo.
- Entendo o que você quer dizer.
- Pode me fazer um favor.
- Qual?
- Quando nós tivermos conversando não desvie o olhar.
- Eu vou tentar.
Depois disso eu fui para casa, peguei as minhas luvas para descontar todas as minhas frustrações do dia no saco de pancadas, fico parado um segundo e tinha percebido que não tinha nenhuma raiva guardada.
Fiquei parado por um segundo, notei que uma coisa tinha voltado em mim, era uma coisa que não estava sentindo a muito tempo, era a felicidade, uma vontade imensa de finalmente viver a minha vida.
Sabia que achei a Diana muito linda, andei me deitei na cama, coloquei o meu fone de ouvido, ficava ouvindo musicas românticas, ficava em várias historias com a gente.
Quando achei que estava com uma boa ideia na minha cabeça, vou para o meu computador e escrevo um conto, lógico que mudo os detalhes da Diana, então escrevo essa historia de amor.
Então quando estava satisfeito com o meu trabalho fui dormir. Na manhã seguinte fui escovar os meus dentes, estava todo arrumado, então antes de sair para a porta fiquei parado em um segundo.
Então fui em direção banheiro, vi a minha barba e cabelos grandes mal feitos, então fui pegar um barbeador elétrico, este presente foi mais um tipo de presente piada, por causa do cabelo e barba grande. Então fui para o banheiro Raspei o meu cabelo deixei pelo menos dois dedos de cabelos a barba cortei ela toda.
Vi-me pela primeira vez a muito tempo sem barba, agora me veio a cabeça e se ela gosta de homem com barba, mas depois deixei para lá, se ela gosta de homem com barba é deixar ela crescer de novo.
Pego o perfume, penso se não é demais, se ela vai perceber que tem algo estranho, bem passo sô um pouco de perfume, para assim ninguém notar nada de diferente.
Vou para a rua e estava chovendo volto para a casa pego o guarda-chuva, então vou andando na chuva então não consigo evitar por estava muito feliz fico cantado a musica de "cantado na chuta", fico cantando ela, e dando uns passos animados girando o guarda chuva, não estava me importando se eu iria me molhar, finalmente estou feliz de novo.
Então cheguei ao prédio onde trabalho, o porteiro me deu uma toalha, me enxugo, deixo o guarda chuva, Então chego à sala pela primeira vez Jorge, Tina e Váila chegaram primeiro e também estava a Diana estava lá.
Jorge, Tina e a Váila me olharam, como se eu tiver-se alguma coisa no meu rosto, fiquei sem reação.
- O que foi?
- Posso falar com você sozinha? - Disse a Váila.
- Claro.
Nós dois sairmos da sala.
- Finalmente fez o cabelo e a barba - Disse a Váila.
- Decidir que já era tempo.
- Você não me engana.
- Do que você está falando?
- Você fez isso pela a Diana não foi?
Fiquei sem reação por um minuto, como quando uma pessoa é pega na mentira, sabia que deveria ter pensado em alguma mentira do por que cortei o meu cabelo e a barba.
- Imagina...
- Não me faça de idiota, você não vai me inventar a desculpa que de repente você sentiu vontade de cortar a barba e o cabelo?! - Disse a Váila.
A pior parte é que essa era a resposta que estava surgindo na minha mente, agora terei que inventar alguma outra desculpa, vamos pense em alguma coisa, mas pelo amor de pense rápido.
- É tão difícil de acreditar que de repente me deu vontade de cortar a barba e o cabelo.
- Sim - Disse a Váila.
- Você não sabe eu sou um cara impulsivo às vezes.
- Então você está querendo me dizer que isso não tem nada haver com a Diana.
- Imagina...
- E você acha que devo acreditar nessa GRANDE coincidência.
- É acontece.
- Você acha que eu nasci ontem?
- Claro que não, você aparenta ter a minha idade...
Droga! Vacilei nesse detalhe um dos problemas quando você tem a síndrome de asperger é a dificuldade para entender sarcasmo, mas o "você acha que nasci ontem" já sabia do significado, sabia que não significava literalmente, as vezes eu falo quando alguém tenta me fazer de idiota.
- O quê? - Disse a Váila.
- Desculpe, falhei na linha de pensamento.
- Posso fazer uma pergunta?
- Pode.
- Por que você nunca fez isso pela Tina?
- Ela lembra de mais a minha ex, a que me traiu...
Quando respondi essa pergunta sinceramente, notei que basicamente respondi a pergunta dela se tinha feito isso pela a Diana, basicamente coloquei uma placa bem grande na frente dela basicamente dizendo “Sim".
- Há - Disse a Váila.
- Merda!
- Não vá atrás dela.
- Eu vou atrás de quem eu quiser.
- Ela mal começou trabalhando aqui.
- É eu notei isso.
- Não seria apropriado.
- Não seria apropriado eu dizer não dizer o penso sobre ela.
- Você não vai ficar longe da novata - Disse a Váila.
- Nunca se meta na minha vida pessoal.
Fui direto para a minha sala.
- Venha aqui - Disse a Váila.
- O que foi isso? - Disse a Diana.
- Não se preocupe não foi nada.
A Váila entra na sala, ela estava dando sinal para a gente sair, mas estava fazendo "não" com a cabeça, então ela desistir, senta no lugar dela, se inclina.
- A conversa não acabou - Disse a Váila bem baixinho.
- Ela acabou no momento que entrei aqui na sala.
Então o trabalho do dia começou todo mundo estava jogando as ideias, depois da ideia do dia ser feita, eles estavam tendo tempo para uma conversa livre, então me encontrei de novo na situação que devia tomar cuidado com que eu falo.
Tenho que arrumar um jeito de falar com a Diana, não quero falar nada que a deixe com raiva, para isso terei que falar da síndrome, não quer que ela fique com pena de mim, mas não consigo pensar em outra maneira.
Então o dia acabou ela estava no bebedouro, fui até ela.
- O que está achando daqui?
- Estou gostando - disse a Diana.
- Tenho uma coisa para falar...
- Eu gostei do cabelo.
- Obrigado.
- Jorge e a Tina, não paravam de falar, que você não cortava a barba e o cabelo por nada nesse mundo.
- É que eu estava numa fase ruim.
- Entendo.
- Na verdade tenho uma coisa que eu quero falar, é que eu tenho uma coisa chamada síndrome de asperge é uma variante do autismo, isso faz com que os significados na minha cabeça seja diferentes da sua. Sôs estão falando isso, porque não quero falar alguma coisa que te acabe te insultando sem querer quando na verdade estava querendo fazer um elogio.
- Oh...
- Sô queria falar isso para caso eu fale alguma coisa que te ofenda, você possa me dizer o que foi que eu falei de errado.
- Não se preocupe eu vou te dizer.
- Sô isso que tinha que falar.
- Posso te fazer uma pergunta pessoal?
- Sim.
- Pode.
- Você tem uma namorada.
- Não e você está namorando alguém?
- Estou...
Nós conversamos mais, sô que a noticia que ela tinha um namorado, tinha me pegado de jeito, não prestava atenção em nada do que ela estava falando, simplesmente ficava conversando no automático.
Então fui saindo do prédio com o guarda, estava chovendo de novo estava cantando a musica do "dançando na chuva", mas desta vez estava cantando uma versão mais triste, sem nem um pingo de alegria.
Fui chegar a casa, pego a minha luva de boxe, fiquei olhando para o saco de pancada.
Na manhã seguinte estava com nenhuma disposição para ir para o trabalho, sai de casa fui para um shopping, fui numa loja de artigos esportivos, comprar um novo saco de pancadas.
A noite passada descontei toda a minha frustração no saco de pancada, mas desta vez fui alem do ponto, até o saco se rasgar, depois coloquei ele em um saco de lixo e coloquei no lixo.
Depois quando voltei para a casa, fui me deitar na cama, fiquei pensando em um mundo, onde ela tenha namorado e que essa pessoa seja eu, ficava imaginando como seria.
Depois me veio eu sou um escritor, posso criar um historia comigo e com ela na minha cabeça quando quiser, podemos fica juntos na minha imaginação sempre quando possível, eu basicamente vivo na imaginação então tudo bem.
Então escrever um conto. No outro dia fiz a barba, fui direto para o trabalho, coloquei o meu fone de ouvido, continuei escrevendo um conto, então a Diana entra na sala.
- Você está bem? - Disse a Diana.
- Sim, estou.
- Por que você não veio hoje.
- Ontem a gripe estava me matando, mas tomei muito remédio e muita bem.
- Mas você está bem, sim estou.
Então o trabalho começou no horário do almoço, fiquei num corredor que tinha uma vista das arvores, ficava escutando com o meu fone de ouvido, a Diana cutuca o meu braço.
- O que você está escutando? - Disse a Diana.
- A musica "falling slowly" do filme "Once".
- Posso ouvir.
Coloquei um fone no ouvido, dela então nós dois estávamos cantando a musica, ela realmente estava afim da musica, estávamos cantando em voz alta, ela estava tão bonita nesse momento, que é difícil de acreditar que isso estava realmente acontecendo.
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