O Cavaleiro e a Fera
No ébano da noite, sob um manto estrelado, Um cavaleiro
avança, audaz e destemido, Ao som do vento, seu estandarte desfraldado, Na
missão de encarar o dragão, antigo inimigo.
A lança cintila, forjada com bravura, Reflete a chama que
arde em seu peito, Um coração valente, pulsa na armadura, Pronto para desafiar
o reptiliano defeito.
O dragão, erguendo-se das sombras do abismo, Chama rubra nas
entranhas, olhos ferozes, Asas que cortam os céus com requinte sombrio, O
cavaleiro encara a fera, nos olhos ferozes.
A batalha se inicia, um dueto ancestral, Entre o fogo da
besta e a lâmina do guerreiro, A dança de chamas e aço, um embate descomunal,
Em um palco de fúria, entre o céu e o terreiro.
O cavaleiro, imerso em coragem que não treme, Esquiva-se das
chamas que dançam no ar, Sua lança busca o coração que não geme, No peito do
dragão, um alvo a encontrar.
A fera, colérica, desfere golpes ardentes, A cauda
serpentear, o rugido ecoa alto, Mas o cavaleiro, firme em seus intentos,
Prossegue na luta, por um destino exaltado.
A poeira do conflito tece uma tapeçaria, Entre fogo e aço,
entre a vida e o fim, O cavaleiro, sob a luz da lua sombria, Desafia o destino,
escrevendo um poema sem fim.
Cada investida, um verso na canção do épico, Cada esquiva,
uma estrofe no livro do valor, Na encruzilhada da luta, um duelo heróico, Entre
o cavaleiro e o dragão, na noite de fulgor.
E assim a saga se desenrola, sob estrelas a brilhar, O
cavaleiro persiste, o dragão se retira, A história moldada pela coragem a
pulsar, Na noite imortal, onde a bravura inspira.
Que o eco destes versos, como lendas, ressoe, Do cavaleiro
intrépido e do dragão feroz, Uma dança eterna, onde a coragem floresce, No
poema do tempo, na saga que nos conduz.
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