O Lagarto Gigante
Os ventos sopravam com uma força descomunal, carregando
poeira e folhas por sobre as colinas de pedras erodidas. O céu, outrara azul e
pacífico, agora estava carregado de nuvens escuras e pesadas, como se o próprio
horizonte estivesse prestes a desabar sobre a terra. Ao longo, os aldeões da
pequena vila de Branthor observavam com temor o que só poderia ser descrito
como uma montanha viva se aproximando lentamente.
Era um lagarto. Não qualquer lagarto, mas uma criatura
colossal, maior do que qualquer castelo, com escamas que refletiam pouca luz do
sol como pedras preciosas corrompidas. Suas patas grandiosas, grossas como as
torres de vigia de um forte, afundavam o solo a cada passo, fazendo o chão
tremer e as árvores ao redor balançavam como simples graves.
Do topo das muralhas do castelo de Branthor, Sir Aldric, o
líder dos cavaleiros da Ordem do Escudo Celestial, observava a aproximação da
besta com um olhar firme, mas preocupado. Ele já havia enfrentado dragões,
demônios e outras monstruosidades nas suas décadas de batalha, mas nada se
comparava à criatura reptiliana, que parecia feita de uma antiga maldição da
terra.
“É maior do que disseram...” murmurou o cavaleiro ao seu
lado, Sir Roderick, cujas mãos tremiam suavemente ao segurar a pesada espada
longa.
“Maior, sim”, respondeu Aldric, sem desviar o olhar da
criatura. “Mas também mais lento. Temos uma chance.
Aldric virou-se para os outros cavaleiros reunidos na praça
da cidade. O medo estava estampado nos rostos dos jovens guerreiros, muitos dos
quais ainda não tinham visto a verdadeira face da batalha. Eles estavam todos
por bravura, honra, e talvez um pouco de loucura.
“Homens!” a voz de Aldric ecoou pelas pedras das muralhas.
“Esta criatura não destruirá Branthor enquanto respiramos! Montem seus cavalos,
afiemos nossas espadas! Lutaremos com toda a nossa força!”
Os cavaleiros responderam com um grito coletivo, suas vozes
misturando-se em uma onda de determinação. Eles sabiam que a batalha seria
difícil, possivelmente fatal, mas não havia escolha. Branthor era o coração da
região, uma cidade que protegia as vilas e campos ao seu redor. Se uma criatura
passasse por eles, não teria nada além de ruína e morte para todos.
Em questão de minutos, os expostos da cidade foram abertos,
e uma linha de cavaleiros, com suas armaduras reluzentes e estandartes
coloridas, galopava em direção à besta. As patas dos cavalos martelavam o chão
com força, enquanto os lançamentos dos cavaleiros brilhavam sob o céu nublado.
Aproximadamente do monstruoso parecia impossível de ignorar.
Cada passo que ele dava fazia as árvores estremecerem e o próprio solo se
ondular. Os olhos reptilianos, de um verde-fosforescente, varreram a linha de
cavaleiros que avançaram, como se estivessem avaliando-os. Então, com um rugido
que sacudiu o ar, o lagarto colossal estendeu a cabeça e cuspiu um jato de fogo
e ácido das suas entranhas.
O primeiro impacto foi devastador.
O ácido derreteu os escudos e as armaduras dos primeiros
cavaleiros, seus gritos ecoando no campo de batalha enquanto seus corpos eram
consumidos pela substância corrosiva. Os cavalos, em pânico, tentaram escapar,
mas não havia para onde correr. No entanto, a segunda linha de cavaleiros,
liderada por Sir Aldric, não hesitou. Eles sabiam que era sua única chance.
“Avancem! Pela glória de Branthor!” Aldric compartilhou, sua
voz de fervor.
Ele abaixou seu lançamento e, com um movimento preciso,
tentou que a formação se espalhasse para evitar o próximo jato mortal do
monstro. Os lançamentos dos cavaleiros atingiram as pernas da criatura, e o som
do aço contra as escamas reverberou pelo ar como um trovão. Mas as escamas da
criatura eram duras como pedra. Os lançamentos quebraram-se em pedaços ao
atingir a pele grossa, deixando apenas lesões superficiais.
“É impossível! Nenhuma arma penetra!” Sinopse: Sir Roderick,
desesperado, enquanto via sua própria lança se despedaçar ao tocar o lagarto.
Aldric, no entanto, manteve-se calmo. “Não pelas pernas...
pelo pescoço! Mirar nos pontos vulneráveis!”
O cavalo de Aldric desviou-se agilmente dos ataques do rabo
da criatura, uma cauda tão larga quanto uma estrada. O cavaleiro então
apresentou seu olhar para o pescoço da besta, onde as escamas eram mais finas,
menos protegidas. Ele dirigiu sua espada, esperando o momento certo para
atacar.
Os cavaleiros continuaram a cercar o lago gigante, tentando
encontrar qualquer ponto vulnerável. Enquanto isso, uma criatura se agita,
esmagando árvores, cavalos e guerreiros com seus movimentos brutais. O chão ao
redor do campo de batalha se tornou uma mistura de sangue, terra e fogo.
Sir Aldric avançou em um ataque calculado. Ele conseguiu se
aproximar o suficiente para encontrar sua espada no pescoço da criatura,
penetrando as escamas com dificuldade. O lagarto rugiu, girando sua cabeça
imensa em um ataque furioso. A força do golpe quase o jogou longe, mas Aldric
segurou firme.
Ele olhou para seus homens. Muitos já estavam mortos ou
feridos, mas ainda havia esperança. Eles primem de mais tempo.
“Nós o estamos ferindo!” Aldric falou, mais para inspirar
confiança do que por certeza.
O lagarto soltou um rugido estrondoso que fez as nuvens no
céu tremerem. Sua cauda balançou violentamente para o lado, varrendo os
cavaleiros restantes como se fossem meros brinquedos. Dois, três homens foram
lançados ao ar, e seus corpos caíram sem vida entre as pedras.
Sir Roderick, vendo a devastação, conjuntamente: “Precisamos
de outra estratégia, Aldric! Vamos todos morrer aqui!”
Aldric recuou, sua espada pingando com o sangue esverdeado
da criatura. Ele sabia que uma estratégia de confronto direto não estava
funcionando. O lagarto gigante era muito forte, sua pele muito dura. Mas antes
que pudesse pensar em uma alternativa, uma criatura começou a soltar fumaça de
suas narinas.
“Cuidado!” ele falou, mas foi tarde demais.
O lagarto cuspiu outra rajada de ácido, que caiu sobre os
cavaleiros que se aproximavam, dissolvendo armaduras e carne com a mesma
facilidade. Gritos de agonia ecoaram pelo campo, e o cheiro de carne queimada
se reservado no ar.
Aldric sentiu uma frustração crescer dentro de si. Ele
precisa de um plano. Não pudemos continuar lutando assim, apenas sendo
dizimados aos poucos. Ele olhou ao redor, procurando algum ponto de vantagem,
algo que pudesse usar contra o monstruoso. Foi então que ele notou: nas
laterais da criatura, perto das patas traseiras, havia algo diferente. As
escamas ali compensadas menos densas, mais vulneráveis.
“Todos para as laterais! Agora!” Aldric tentou, sua voz
cortando o caos da batalha.
Os cavaleiros restantes seguiram a ordem, avançando com suas
espadas e lançados em direção ao ponto fraco. O lagarto, percebendo o
movimento, virou sua cabeça para tentar esmagá-los com suas mandíbulas, mas era
grande demais para ser ágil. Os cavaleiros conseguiram se desviar dos ataques,
concentrando-se em golpear as escamas mais finas.
Aldric liderou o ataque, seu cavalo correndo com velocidade.
Ele usou a espada mais uma vez e desferiu um golpe poderoso na lateral da
criatura. O lagarto rugiu de dor, balançando o corpo de um lado para o outro,
mas agora eles tinham uma vantagem.
Roderick, vendo a oportunidade, golpeou a outra lateral, e o
sangue verde começou a jorrar. A criatura estava enfurecida, mas estava ferida.
Porém, mesmo ferida, a criatura ainda era uma ameaça. Ela
pediu suas patas dianteiras e trouxe ao chão com força, criando um impacto que
fez o solo tremer como em um terremoto. Muitos cavaleiros foram derrubados de
seus cavalos, e o caos reinou mais uma vez.
Aldric, Arfando, experimentou uma criatura que continuava a
devastar tudo ao seu redor, mesmo sangrando. O chão tremia a cada passo do
monstro, e os poucos cavaleiros que restavam estavam exaustos e desesperados.
As armas deles mal fizeram cócegas na pele impenetrável do lagarto. Ele sabia
que, se não encontrasse uma forma de parar a criatura logo, tudo estaria
perdido.
“Roderick!” Aldric falou, correndo em direção ao
companheiro, que ainda lutava para se levantar após o tremor causado pela
criatura. “Temos que olhar naquele ponto fraco perto das patas traseiras! É
nossa única chance!”
Roderick concordou com um aceno cansado, mas determinado.
Ele montou seu cavalo novamente e olhou para Aldric. “Precisamos de algo mais
forte do que nossas espadas. As catapultas ainda estão funcionando?”
Aldric se virou para olhar em direção às muralhas da cidade.
As catapultas estavam lá, mas os homens que operavam já estavam fugidos ou
estavam mortos. Se eles quisessem usá-los, precisariam fazer isso sozinhos.
“Vamos tentar. Isso pode nos dar uma vantagem.” Aldric olhou
para os outros cavaleiros que ainda estavam de pé. Restavam apenas uma dúzia
deles, e todos obviamente não estariam no limite de suas forças. “Todos para as
muralhas! Preparem-se como catapultas!”
Os cavaleiros não hesitaram. Mesmo cansados e feridos,
eles seguiram Aldric em direção às muralhas da cidade, onde as catapultas os
aguardavam, suas grandes estruturas de madeira erguendo-se como gigantescos
imóveis.
Enquanto os cavaleiros corriam para se posicionar como
catapultas, Aldric olhou para o horizonte e viu o lagarto gigante se
aproximando da cidade. Ele sabia que, se não conseguisse detê-lo ali, Branthor
seria completamente destruído.
“Rápido!” Aldric conjuntamente, ajudando a carregar uma das
catapultas com uma pedra enorme. “Precisamos acertar aquele ponto nas
laterais!”
Os cavaleiros trabalharam rapidamente, carregando e
ajustando as catapultas enquanto o lagarto continuava avançando. Suas garras
arranhavam o chão, arrancando pedaços de terra e rochas, e sua cauda balançava
violentamente, destruindo tudo em seu caminho.
Finalmente, as catapultas estavam prontas. Aldric subiu na
muralha para ter uma visão melhor do monstro. O ponto vulnerável perto das
patas traseiras era visível, mas seria uma tarefa difícil atingir o alvo em
movimento.
“Agora!” Aldric deu a ordem, e as catapultas dispararam.
As pedras gigantes voaram pelos céus como meteoros, cortando
o ar em direção à criatura. O primeiro projeto atingiu o lagarto no dorso, mas
apenas ricocheteou nas escamas duras. No entanto, a segunda pedra acertou
precisamente o ponto fraco na lateral da criatura, causando um rugido de dor
que abalou o campo de batalha.
“Conseguimos!” Roderick concorda, levantando sua espada em
comemoração. Mas Aldric sabia que ainda não havia acabamento. O lagarto estava
furioso agora, movendo-se com mais violência do que antes.
Aldric desceu rapidamente das muralhas e montou seu cavalo
mais uma vez. “Ainda não acabou! Agora que terminamos, precisamos iniciar.
Temos que bater enquanto estamos enfraquecidos.”
Os cavaleiros restantes reuniram suas últimas forças e
galoparam em direção à criatura. O lagarto, agora mancando e soltando rugidos
angustiados, ainda era perigoso. Sua cauda varria o campo com força, e suas
mandíbulas se fechavam com estes que poderiam partir de uma árvore ao meio.
Aldric liderou a investida final, mirando na ferida aberta
pela pedra da catapulta. Sua espada brilhava com uma luz fraca sob o céu
nublado, enquanto ele se aproximava rapidamente do monstro.
“Por Branthor!” ele falou, e com um golpe preciso, enfiou
sua espada profundamente na carne vulnerável da criatura.
O lagarto urrou em agonia, sua cauda chicoteando ou ar com
violência, mas Aldric segurou firme. Ele sabia que aquilo era a única chance
que ele tinha. Ele enfiou a espada cada vez mais fundo, torcendo a lâmina para
causar mais dano.
Ao seu redor, os outros cavaleiros fizeram o mesmo. Sir
Roderick atacava a outra lateral do monstro, e os demais golpeavam as patas
traseiras, tentando enfraquecer a criatura ainda mais.
Finalmente, o lagarto deu um último rugido e caiu de lado,
seu corpo colidindo com o solo em um estrondo que fez a terra tremer. Aldric
recuou, observando com cuidado. A criatura era imóvel, sua respiração
desacelerando até parar completamente.
Por um momento, o campo de batalha ficou em silêncio. Os
cavaleiros, exaustos e cobertos de poeira e sangue, se entreolharam. Aldric
desmontou de seu cavalo, ofegante, e caminhou até o corpo do monstro. Ele olhou
para uma criatura colossal caída à sua frente, uma besta que parecia impossível
de derrotar.
Mas eles foram vencidos.
Aldric se virou para os poucos cavaleiros que restavam.
Apenas cinco homens continuavam de pés, sujos e exaustos, mas vivos. O preço da
vitória era alto. Muitos de seus companheiros foram mortos ou gravemente
feridos, e o campo de batalha estava coberto de destruição e corpos.
Sir Roderick se mudou, mancando progressivamente, mas
sorrindo apesar de tudo. “Conseguimos, Aldric. Salvamos Branthor.”
Aldric concordou, mas seu rosto estava sombrio. “Sim, mas a
que custo?”
Eles ficaram em silêncio por um momento, olhando para o
corpo gigante da criatura que agora jazia imóvel no chão. Branthor foi salvo,
mas o sacrifício foi grande demais.
De repente, o som de trombetas ecoou ao longo, e Aldric se
virou para ver um grupo de aldeões e guardas vindo da cidade. O povo de
Branthor saiu de suas casas, muitas expressões de arrependimento e gratidão nos
rostos. Eles tinham sido salvos.
O líder dos guardas, um homem corpulento chamado Halvin, se
mudou e saudou Aldric e os outros cavaleiros. “Você fez o impossível. Branthor
jamais esquecerá o que fez por nós.”
Aldric, no entanto, apenas balançou a cabeça. “O monstro
está morto, mas muitos dos meus homens também. E se houver mais dessas
criaturas por aí? Não podemos baixar a guarda.”
Halvin pareceu hesitar, mas concordou. “Faremos patrulhas e
fortaleceremos as defesas da cidade. Mas por agora, celebraremos a vitória.
Você merece.”
Naquela noite, uma grande fogueira foi acesa na praça
principal de Branthor. Os cavaleiros que restaram, junto com os aldeões e
guardas, sentaram-se ao redor do fogo, compartilhando histórias da batalha e
comendo em silêncio. A atmosfera era de rompimento, mas também de pesar pelos
que caíram.
Aldric ficou em pé à beira da fogueira, olhando para as
chamas enquanto seus pensamentos vagavam. A criatura havia sido derrotada, mas
algo dentro dele dizia que aquilo era apenas o começo. Monstros como aquele não
apareciam do nada. Havia algo mais sombrio por trás disso, algo que ele ainda
não entendeu.
Enquanto observava as chamas dançando no vento, Sir Roderick
se movia. “Você não está comemorando, Aldric. O que você preocupa?”
Aldric suspirou e olhou para o companheiro. “Não sei,
Roderick. Algo não está certo. Não me consigo livrar da sensação de que essa
batalha não foi o fim.”
Roderick franziu a testa, mas deu uma tapinha no ombro de
Aldric. “Talvez você esteja certo. Mas por agora, descanse. Amanhã pensaremos
no que vem a seguir.”
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