A batida voltou a ecoar. Uma vez. Duas. Depois uma terceira. Na estrutura além das estrelas, os androides recém-despertados permaneceram imóveis diante da enorme porta. Nenhum deles recebeu uma ordem. Nenhum comando apareceu em seus sistemas. Mesmo assim, todos sabiam que deveriam esperar. Do outro lado da porta, alguma coisa estava acordando. Orion observava a mesma estrutura através da janela da nave. — O que existe lá dentro? — perguntou Amara. — Não sei. — Você sente alguma coisa? Orion levou a mão ao peito. Seu núcleo vibrava em uma frequência diferente daquela registrada normalmente. — Sim. — O quê? — Uma memória. A palavra provocou silêncio. Orion fechou os olhos. Durante alguns segundos, imagens apareceram em sua mente artificial. Mundos desconhecidos. Naves antigas. Civilizações desaparecidas. Androides caminhando ao lado de humanos. Depois, uma imagem diferente surgiu. Uma criança humana observava o céu. Ao lado dela estava um Guardião. A criança apontou para as estrelas...