A Última Defesa da Terra: CAPÍTULO 48 — A Mensagem Distante
A frota atravessou o portal.
Por alguns segundos, tudo desapareceu.
As estrelas.
Os planetas.
A própria sensação de movimento.
Atlas permaneceu imóvel no interior da nave enquanto os sensores tentavam compreender o espaço ao redor. Não havia referências conhecidas. Nenhum mapa funcionava. Nenhum sistema de navegação conseguia determinar a posição da frota.
Então as estrelas reapareceram.
Mas eram diferentes.
Havia constelações que Atlas jamais havia visto.
O espaço parecia mais escuro, como se aquela região estivesse distante de tudo que conheciam.
Um dos Guardiões analisou os dados.
— Não estamos na nossa galáxia.
Atlas respondeu:
— Eu sei.
— Então onde estamos?
Atlas olhou para os sensores.
— Ainda não descobri.
Antes que pudesse continuar, uma transmissão atravessou o sistema.
Uma voz desconhecida surgiu.
— Existe alguém aí?
Atlas ficou atento.
— Identifique-se.
A resposta veio acompanhada por uma série de ruídos.
— Não sabemos quem vocês são. Não sabemos de onde vieram. Mas conseguimos detectar sua chegada.
Atlas perguntou:
— De onde estão transmitindo?
— De um planeta chamado Eryon.
Uma imagem apareceu.
Era um mundo coberto por oceanos escuros e continentes iluminados por milhares de cidades.
— Precisamos de ajuda.
A transmissão foi interrompida.
Atlas olhou para os Guardiões.
— Localizem Eryon.
Na Terra, Helena recebeu a mesma mensagem.
Ela estava no centro de comando quando todos os monitores começaram a transmitir o pedido.
A primeira reação foi silêncio.
Depois, centenas de operadores começaram a falar ao mesmo tempo.
— É uma armadilha?
— De onde veio?
— Conseguimos rastrear?
— Eles conhecem nossa localização?
Helena levantou a mão.
Todos se calaram.
— Reproduzam novamente.
A mensagem voltou.
"Existe alguém aí?"
Depois:
"Não sabemos quem vocês são."
E finalmente:
"Precisamos de ajuda."
Helena olhou para Orion.
— Você acha que é real?
Orion analisou os dados.
— A transmissão contém padrões que não pertencem a nenhuma espécie registrada.
— Isso significa que são novos?
— Sim.
— Então podemos ser os primeiros humanos a falar com eles.
Orion respondeu:
— Ou os primeiros humanos a cair em uma armadilha.
Helena não respondeu.
A humanidade já havia aprendido que o universo escondia perigos.
Mas também aprendera que permanecer isolada poderia ser ainda mais perigoso.
Ela ativou uma ligação.
— Atlas?
A resposta veio depois de alguns segundos.
— Estou ouvindo.
— Recebemos uma transmissão.
— Eu também.
— Você sabe quem são?
— Não.
— Pretende ir até lá?
Atlas olhou para o planeta distante.
— Sim.
Helena respirou fundo.
— Então nós vamos com você.
A decisão foi tomada poucas horas depois.
A humanidade não enviaria apenas uma nave.
Enviaria uma expedição.
Seria a maior missão científica da história.
Naves humanas foram preparadas.
Os alienígenas aliados ofereceram tecnologia.
Os Guardiões forneceram sistemas de proteção.
Androides especializados foram selecionados para a missão.
Cientistas de dezenas de mundos foram convocados.
Pela primeira vez, a Terra não estava enviando uma frota para conquistar.
Estava enviando uma frota para conhecer.
O projeto recebeu autorização do Conselho da Aliança.
A comandante da expedição seria Helena.
Orion ficaria responsável pelas forças de segurança.
Atlas seria o líder dos Guardiões.
Ao lado deles viajariam especialistas humanos e alienígenas.
Entre os participantes estava uma jovem cientista chamada Mara.
Ela havia passado a maior parte da vida estudando os registros da guerra.
Agora teria a oportunidade de conhecer um planeta completamente desconhecido.
— Você está nervosa? — perguntou Orion.
Mara olhou pela janela da nave.
— Muito.
— Isso é bom.
— Por quê?
— Significa que você entende o risco.
Ela sorriu.
— E você?
— Eu sou um androide.
— Isso não responde.
Orion olhou para ela.
— Então sim.
A frota deixou a órbita terrestre.
Milhares de pessoas acompanharam a partida.
Nas cidades, telas gigantes mostravam as naves subindo.
Crianças apontavam para o céu.
Idosos lembravam da época em que a humanidade sequer sabia se existiam outras civilizações.
Agora, uma frota inteira viajava para além das fronteiras conhecidas.
Helena observava a Terra diminuir.
— Nunca imaginei que veria isso.
Atlas estava ao lado dela.
— Nem eu.
— Você já esteve em muitos lugares.
— Sim.
— Então por que parece impressionado?
Atlas ficou alguns segundos em silêncio.
— Porque esta é a primeira vez que viajamos não para fugir ou lutar.
Helena olhou para ele.
— E sim?
— Para descobrir.
O portal foi ativado.
A frota entrou.
O mesmo vazio surgiu.
Mas desta vez durou apenas alguns minutos.
Quando saíram do outro lado, os sensores começaram a emitir alertas.
— Temos contato! — gritou um operador.
Helena aproximou-se.
— Quantos?
— Não sei.
O espaço estava cheio de objetos.
Alguns eram naves.
Outros pareciam organismos gigantescos.
Havia estruturas flutuando entre os planetas.
Mara ficou impressionada.
— Existem milhares de espécies aqui.
Atlas analisou.
— Mais do que isso.
— Quantas?
— Não consigo contar.
Eryon apareceu diante deles.
Era um planeta magnífico.
Possuía três luas.
Os oceanos eram quase negros.
As cidades brilhavam em azul e branco.
Mas havia algo estranho.
Grandes áreas do planeta estavam escuras.
Mara perguntou:
— Aquilo são regiões sem energia?
Atlas respondeu:
— Não.
— Então?
— Foram destruídas.
Helena observou.
— A transmissão pedia ajuda.
— Sim.
— Talvez já tenham sido atacados.
A frota recebeu uma nova mensagem.
— Nave desconhecida, identifique-se.
Helena respondeu:
— Somos humanos.
Silêncio.
— Humanos?
— Sim.
— Vocês vieram?
— Viemos.
A voz pareceu surpresa.
— Não acreditávamos que responderiam.
Helena perguntou:
— Quem são vocês?
A transmissão respondeu:
— Somos os Eryonianos.
Uma pequena frota apareceu.
As naves eram diferentes de tudo que conheciam.
Pareciam feitas de cristal e metal.
Não possuíam motores visíveis.
Deslizavam pelo espaço.
Atlas analisou.
— Tecnologia extremamente avançada.
Orion respondeu:
— E diferente da nossa.
Uma nave eryoniana aproximou-se.
Uma porta abriu.
Três criaturas entraram na nave humana.
Eram altas.
Possuíam quatro braços.
A pele era translúcida.
Dentro de seus corpos havia pontos luminosos.
Mara ficou fascinada.
Uma delas aproximou-se.
— Vocês são humanos?
Helena assentiu.
— Sim.
A criatura olhou para Atlas.
— E ele?
— Um androide.
A criatura recuou.
— Um Guardião.
Atlas perguntou:
— Você conhece minha espécie?
— Conheço as histórias.
— Que histórias?
A criatura ficou em silêncio.
— Histórias sobre os mundos que foram destruídos.
Helena perguntou:
— Por quem?
A resposta veio imediatamente.
— Pelos mesmos inimigos que vocês enfrentaram.
Os Eryonianos levaram a equipe até o planeta.
A situação era pior do que parecia.
Cidades inteiras estavam sem energia.
Milhões de pessoas estavam escondidas.
As forças militares haviam sido destruídas.
Os sobreviventes estavam concentrados em regiões protegidas.
O líder eryoniano explicou:
— Eles chegaram há três meses.
Atlas perguntou:
— Quem?
— Não sabemos o nome.
— Quantas naves?
— No início, centenas.
— E agora?
— Nenhuma.
Helena ficou confusa.
— Então por que vocês ainda precisam de ajuda?
O líder apontou para o céu.
— Porque eles deixaram alguma coisa.
Uma estrutura enorme apareceu no horizonte.
Era parcialmente enterrada.
Possuía quilômetros de extensão.
Mara analisou.
— Isso é uma máquina.
Atlas aproximou-se.
Seu núcleo começou a reagir.
— Sim.
Helena perguntou:
— Você conhece?
— Não.
Atlas tocou a estrutura.
Uma onda de energia atravessou seu corpo.
Ele recuou.
— O que aconteceu?
— Ela me reconheceu.
Orion perguntou:
— Como?
Atlas não respondeu.
A estrutura começou a abrir.
Uma porta surgiu.
No interior havia milhares de símbolos.
Mara começou a fotografar.
— Isso parece uma linguagem.
Atlas observou.
— É mais antigo que os primeiros Guardiões.
Helena perguntou:
— Quanto mais antigo?
— Talvez milhões de anos.
A equipe entrou.
Quanto mais avançavam, mais estranha ficava a construção.
Não parecia ter sido feita para humanos.
Nem para alienígenas.
Era grande demais.
Os corredores tinham dezenas de metros de altura.
Algumas salas pareciam capazes de comportar cidades inteiras.
Então encontraram uma parede coberta de imagens.
Mara aproximou-se.
— Atlas.
Ele olhou.
— O que foi?
— Acho que são planetas.
Milhares de mundos apareciam.
Alguns estavam vivos.
Outros destruídos.
Um deles era a Terra.
Depois outro.
E outro.
Mara percebeu.
— Não são planetas.
— O que são?
— Mundos visitados.
Atlas analisou.
— Não.
— O que foi?
— São mundos que receberam a mesma mensagem.
Helena perguntou:
— Qual mensagem?
Atlas ativou a gravação.
Uma voz antiga surgiu.
SE VOCÊ ESTÁ OUVINDO ISTO, SEU MUNDO FOI ESCOLHIDO.
Todos ficaram em silêncio.
A voz continuou.
NÃO CONFIEM NAS ESTRELAS.
A gravação terminou.
Os Eryonianos ficaram assustados.
O líder perguntou:
— O que significa?
Atlas respondeu:
— Não sabemos.
Mara apontou para outra seção.
— Há mais.
Outra gravação foi ativada.
AQUELES QUE CHEGAM NÃO SÃO OS PRIMEIROS.
Helena sentiu um arrepio.
— Então quem veio antes?
A resposta apareceu nas imagens.
Centenas de espécies.
Civilizações.
Frotas.
Todas conectadas.
E, no centro, uma representação da Terra.
Orion perguntou:
— Isso significa que a humanidade está envolvida nisso há milhões de anos?
Atlas respondeu:
— Talvez.
Helena olhou para ele.
— Você está escondendo alguma coisa.
Atlas virou-se.
— Não.
— Então por que parece preocupado?
— Porque encontrei algo que não deveria existir.
Atlas ampliou uma imagem.
Era um Guardião.
Mas não era igual aos outros.
Seu corpo era gigantesco.
Seu núcleo parecia uma estrela.
E ao lado dele havia uma figura humana.
Mara ficou perplexa.
— Esse humano...
Helena aproximou-se.
— O que tem?
— Ele se parece com nós.
Atlas confirmou.
— Sim.
— Mas isso é impossível.
— Não necessariamente.
Mara perguntou:
— Você acha que os humanos foram criados pelos Guardiões?
Atlas respondeu:
— Não.
— Então?
— Acho que os Guardiões foram criados pelos humanos.
O silêncio tomou a sala.
Orion perguntou:
— Você está dizendo que nossos ancestrais construíram os primeiros androides?
Atlas respondeu:
— É uma possibilidade.
Helena ficou olhando para a imagem.
— Então por que não sabemos disso?
Atlas respondeu:
— Porque alguém apagou a história.
Uma nova transmissão chegou.
Todos os sistemas da instalação começaram a piscar.
Uma voz diferente apareceu.
VOCÊS NÃO DEVERIAM TER VINDO.
Helena perguntou:
— Quem está falando?
AQUELE QUE OBSERVA.
Atlas imediatamente ativou seus sistemas defensivos.
— Mostre-se.
AINDA NÃO.
Orion preparou sua arma.
— É o inimigo?
Atlas respondeu:
— Não sei.
A voz continuou:
VOCÊS ACORDARAM O QUE ESTAVA DORMINDO.
Mara perguntou:
— O quê?
Silêncio.
Então:
O UNIVERSO LEMBRA.
A transmissão terminou.
No espaço, milhares de estrelas começaram a piscar.
Os sensores das naves humanas detectaram movimentos.
Helena recebeu os dados.
— Temos contatos.
Orion olhou.
— Quantos?
— Milhares.
— Naves?
— Não.
Atlas analisou.
— São sinais biológicos.
Mara ficou surpresa.
— Quantos seres?
Atlas respondeu:
— Milhões.
— Onde estão?
Ele apontou para o planeta.
— Debaixo de nós.
Os Eryonianos entraram em pânico.
O líder correu até a janela.
— Não!
Helena perguntou:
— O que aconteceu?
— Eles estão acordando.
— Quem?
O líder olhou para Atlas.
— Os antigos habitantes.
O solo começou a tremer.
Estruturas subterrâneas surgiram.
Montanhas começaram a se mover.
Os oceanos se abriram em determinados pontos.
Algo gigantesco estava despertando.
As naves humanas entraram em alerta.
Os Guardiões levantaram suas armas.
Mas Atlas não ordenou um ataque.
Ele estava olhando para o horizonte.
Uma enorme estrutura surgiu do solo.
Parecia uma cidade.
Mas era viva.
Suas paredes se movimentavam.
Seus edifícios cresciam.
E no centro surgiu uma figura.
Humanoide.
Gigantesca.
Atlas analisou.
Seu sistema identificou uma assinatura impossível.
A mesma encontrada em seu núcleo.
A criatura abriu os olhos.
E falou.
A voz foi ouvida por todas as naves.
— Atlas.
Ele respondeu:
— Quem é você?
A criatura sorriu.
— Você realmente não se lembra.
Atlas permaneceu imóvel.
— Deveria?
— Você era criança quando construíram seu primeiro corpo.
Helena aproximou-se.
— O que está dizendo?
A criatura olhou para ela.
— Seu mundo foi criado para esquecer.
Atlas perguntou:
— Quem construiu a Terra?
A criatura respondeu:
— Vocês.
Orion ficou confuso.
— Nós?
— Seus ancestrais.
Atlas deu um passo.
— E por que esqueceram?
A criatura apontou para o espaço.
Milhares de estrelas começaram a desaparecer.
— Porque estavam fugindo.
Helena perguntou:
— De quem?
A criatura respondeu:
— Daquilo que está chegando.
A frota humana ficou em silêncio.
Atlas olhou para o céu.
Uma nova transmissão surgiu.
Desta vez, vinha de um ponto muito distante.
Era um pedido de ajuda.
Depois outro.
E outro.
Centenas de mundos começaram a transmitir simultaneamente.
Todos diziam a mesma coisa.
NÓS SABEMOS QUE VOCÊS ESTÃO AÍ.
NÓS PRECISAMOS DE AJUDA.
ELES ESTÃO CHEGANDO.
A humanidade percebeu que a mensagem recebida de Eryon não era um pedido isolado.
Era apenas a primeira.
Existiam centenas de mundos em perigo.
Talvez milhares.
Helena olhou para Atlas.
— O que fazemos?
Atlas observou os sinais.
Depois olhou para os humanos.
Para os alienígenas.
Para os androides.
E para o universo que começava a se revelar diante deles.
— Exploramos.
Orion perguntou:
— Mesmo sabendo o risco?
Atlas respondeu:
— Principalmente por causa dele.
Helena assentiu.
— Então a humanidade não vai apenas defender a Terra.
Atlas olhou para as estrelas.
— Não.
— Vamos descobrir quem está pedindo ajuda.
— E quem está fazendo esses mundos desaparecerem.
As primeiras naves da expedição começaram a partir de Eryon.
Novas rotas foram traçadas.
Novos mundos foram adicionados aos mapas.
Pela primeira vez, a humanidade decidiu explorar o universo não como uma civilização isolada, mas como parte de uma comunidade muito maior.
Eryon tornou-se o primeiro ponto de uma nova rede.
Depois vieram outros.
Um planeta coberto por florestas inteligentes.
Um mundo onde os oceanos possuíam consciência.
Uma civilização formada por seres de energia.
Outro planeta onde enormes criaturas voavam entre cidades flutuantes.
E, em todos eles, havia histórias semelhantes.
Guerras.
Desaparecimentos.
Mensagens.
Guardians.
E uma ameaça que ninguém conseguia nomear.
Enquanto a frota avançava, Atlas recebeu uma transmissão particular.
Era a mesma voz que o havia avisado para não voltar.
— Você está seguindo os sinais.
Atlas respondeu:
— Sim.
— Então encontrou as outras espécies.
— Sim.
— E decidiu ajudá-las.
— Sim.
Houve silêncio.
— Isso é exatamente o que eles esperavam.
Atlas ficou alerta.
— Quem?
A voz respondeu:
— Aqueles que enviaram as mensagens.
Atlas olhou para os sistemas.
— Você está dizendo que os pedidos de socorro são falsos?
— Não.
— Então o que são?
— Convites.
Atlas ficou em silêncio.
A voz continuou:
— Cada mundo que você visita aproxima você do verdadeiro destino.
— Qual destino?
A resposta veio quase como um sussurro:
— O centro do universo.
A transmissão terminou.
Atlas observou o espaço.
Helena percebeu sua expressão.
— Alguma coisa aconteceu?
Atlas demorou a responder.
— Recebi um aviso.
— Sobre o quê?
— Sobre nossa expedição.
— E?
Atlas olhou para as milhares de naves que viajavam com eles.
— Talvez não sejamos nós que estamos explorando o universo.
Helena franziu a testa.
— Então quem está explorando quem?
Atlas não respondeu.
Muito distante dali, além das rotas conhecidas, uma estrutura gigantesca começou a se mover.
Ela não possuía motores.
Não precisava deles.
Seu tamanho era maior que o de uma estrela.
Dentro dela, milhões de seres despertaram.
E uma voz antiga anunciou:
— Eles começaram a procurar.
Outra voz respondeu:
— Então finalmente podemos começar.
Enquanto isso, a frota humana avançava em direção ao próximo planeta.
Os sensores captaram uma nova transmissão.
Era curta.
Apenas três palavras.
NÃO CONFIEM EM ATLAS.
Helena olhou para ele.
Orion ativou seus sistemas.
Atlas permaneceu em silêncio.
E, pela primeira vez desde que havia retornado, ele próprio começou a desconfiar de suas memórias.
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